Terapia na Web

Saiba: Nossos Sistemas de pensamento

Uma lebre e uma tartaruga

Saiba: Nossos Sistemas de pensamento

Entenda como funciona nossa forma de pensar para começar a parar de cair nas próprias armadilhas

Daniel Kahneman é um autor que recebeu prêmio Nobel de economia por conta de sua pesquisa e seu livro, o qual fala sobre duas formas como pensamos: rápido e devagar. Não é atoa que esse é o nome de seu livro, o qual super indicamos sua leitura. Nesse post iremos explicar de forma sucinta como funcionam esses dois sistemas de pensamento para depois tratar especificamente sobre características do Sistema Devagar (também chamado de Sistema 2) e como ele influencia com a nossa aquisição de novos hábitos.

Portanto, caso queira já saber como você pode utilizar desse conhecimento para criar novos hábitos ou remodelar os que já possui, vá ao tópico “Mudança de hábito”, mas recomendo fortemente que leia todo o nosso texto para ter uma melhor absorção do conteúdo. Passamos então para as explicações de cada sistema.

Sistema 1 (Sistema Rápido) - S1

Esse sistema é o que estará mais presente em nossas atuações de vida, sendo aquele que geralmente nos surpreende quando pessoas dão respostas rápidas em situações extremamente complexas, como por exemplo:

  • um xadrezista prevendo em quantas rodadas irá vencer a partida;
  • um médico dando o diagnóstico da pessoa com poucos procedimentos;
  • um psicólogo já traçando o seu perfil a partir de certas ações suas;

Afinal, são coisas surpreendentes o que essas pessoas fazem, e as fazem justamente por terem usado várias vezes o Sistema 2 (Sistema Devagar) para a aprendizagem, permitindo com que automatizassem alguns processos e por isso têm respostas rápidas para certas situações. Um exemplo muito claro disso é quando aprendemos a dirigir.

No primeiro momento, gastamos muita energia nesse processo de aprendizagem, além de termos nossa atenção voltada para vários pontos. Nesse momento quem está sendo extremamente utilizado é o Sistema 2, tanto é que é bem comum de início olharmos para o câmbio na hora de trocar de marcha.

Na medida que aprendemos, o nosso cérebro começa a automatizar às ações, isto é, o nosso Sistema 1 (Sistema Rápido) começa a entrar em cena. A ideia disso acontecer é justamente para economizar energia, pois o Sistema 2 gasta MUITA ENERGIA (será importante essa informação para depois).

Assim conseguimos, depois dessa função ser passada para o Sistema 1, fazer outras atividades enquanto dirigimos, como por exemplo conversar com o passageiro, cantar uma música, etc… Durante o processo de aprendizagem a nossa atenção era totalmente focada para o ato de dirigir, isto é, o Sistema 2 estava extremamente sendo utilizado.

Nossa atenção estava destinada para os processos que estavam acontecendo, isto é, eu precisava pensar que primeiro precisava apertar a embreagem com o pé para depois colocar a marcha, depois soltar devagar a embreagem e começar a acelerar o carro para colocá-lo em movimento.

Sistema 2 (Sistema Devagar) - S2

Como podemos perceber, esse sistema é usado de maneira consciente, e justamente por isso que gasta mais energia do que o Sistema 1. Esse Sistema (2) também é utilizado quando queremos mudar de hábitos, e aqui é um ponto importante. Os hábitos são pertencentes do Sistema 1, até por isso que muitas vezes temos hábitos não saudáveis, mas nós não conseguimos pará-los, afinal, é algo muito automático.

O Sistema 2 fica em funcionamento constante, como se fosse uma espécie de “vigia”. Quando estamos com bastante disposição/energia, esse sistema consegue facilmente ser um freio para o Sistema 1, como por exemplo: estou fazendo uma prova e do nada começo a escutar uma chamada em algum carro de som fora da janela, o S1 rapidamente vai notar que existe um som diferente chamando a atenção. É nesse momento em que o S2 entrará em ação, pois ele que irá decidir onde que devemos manter o foco: carro de som ou a prova que estou fazendo. Se já estou muito cansado, a maior probabilidade é que irei prestar atenção no carro de som, porque é algo mais fácil do que raciocinar para a prova.

Outro pronto fácil para diferenciar o Sistema 1 do 2 seria através de contas matemáticas. Para responder quanto que é 2+2 você utiliza do S1, já para responder quanto que é 27X36 você terá que usar o S2 para saber da resposta. Porém, caso não se sinta motivado ou não tenha a disposição necessária para manter o pensamento sobre o raciocínio a ser desenvolvido, o S2 volta a ficar em estado de “standby” e vem o S1 de volta falando que você não sabe.

Mudança de Hábito

Enfim, a intenção do post é justamente chegar nesse ponto. Partindo do princípio que cada um tem o seu estoque de energia limitado para ser usado durante o dia-a-dia pelo Sistema 2, e que mudar uma atitude depende do mesmo, fica claro como devemos tomar cuidado com “mudanças drásticas” em nossa vida, correto?

Sabemos que existem pessoas que viram a chave e “do nada” mudam da água para o vinho, mas isso geralmente ocorre por um insight (compreensão/iluminação) muito profundo que a pessoa teve depois de várias experiências de vida. E é necessário entender que nem sempre teremos essas viradas de chave abruptas, porém hoje você pode começar a virar a sua de maneira consciente.

Então, voltando a despeito da quantidade limitada de energia, precisamos entender que é mais fácil conseguirmos mudar 1 hábito de cada vez do que todos ao mesmo tempo. Uma analogia bem legal a isso seria você ir na academia e treinar peito ao mesmo tempo que pula corda e treina equilíbrio no bozu. A chance de dar errado é gigantesca, não?

Será muito raro vermos essa cena acontecer na academia, mas isso geralmente acontece em nossas vidas quando queremos mudar de hábitos.

Baby-steps (tenha paciência)

Primeiramente precisamos ter paciência conosco mesmo, e para isso seria interessante selecionarmos apenas alguns hábitos que realmente queremos mudar. Lembre-se, quanto mais antigo for o hábito, possivelmente mais difícil será mudá-lo, portanto, mais energia terá que ser gasta. Para ter uma melhor paciência, sugiro que leia o nosso texto sobre compaixão, ele certamente irá te ajudar quando você acabar cometendo algum deslize nessa mudança (o que provavelmente vai).

Segundo, escolhido 1 ou 2 hábitos que queira mudar, tente ver como é que se dá o caminho desse hábito. Um exemplo pessoal é a minha procrastinação no YouTube. Por mais que eu me pegasse vendo vídeos e percebesse que aquilo estava me atrasando, eu ainda assim tinha dificuldade de parar – geralmente selecionava alguns vídeos e depois parava. Reparei como era fácil o meu acesso ao YouTube, pois tinha um ícone no meu navegador que me levava direto para lá, portanto o Sistema 1 já estava bem habituado, sendo que o Sistema 2 nem percebia direito a ação.

Apenas o fato de eu ter retirado o ícone do YouTube do meu navegador fez com que o processo de eu ter que entrar no site fosse mais consciente do que antes. Dessa maneira ficou muito mais fácil de eu conseguir frear a minha ação, pois eu consegui parar antes de ver um vídeo. Acredite, é muito mais fácil você não comer doce se não tiver doce na sua casa, agora se o doce já estiver na sua boca porque tinha na sua casa, será mais difícil.

Portanto, não conte com o autocontrole, pois essa regulação é do Sistema 2, e nem sempre ele terá energia o suficiente para impedir que um hábito danoso aconteça. Isto é, terceiro, tente ao máximo melhorar o seu ambiente externo para não ter que utilizar do autocontrole.

Ex.: 

  • Situação indesejável: Procrastinação por olhar o celular;
  • Situação desejável: Escrever um blog-post e não procrastinar;
  • Controle do ambiente: deixar o celular em outro cômodo fora do campo de visão;

Tente se divertir

Não é muito mais cansativo quando temos que realizar uma tarefa que é chata? Assim vale para quando queremos um novo hábito da qual não estamos motivados para. Se conseguirmos transformar esse processo de uma maneira lúdica, divertida ou empolgante, será muito mais fácil, pois iremos poupar nossa energia do Sistema 2, já que ele não precisará se autorregular com tanta frequência.

Um exemplo de autorregulação é quando vamos assistir um filme que gostamos, do qual nem percebemos o tempo passar. Agora quando vamos assistir uma aula EAD de algum professor que não gostamos, que provavelmente iremos nos pegar fazendo ou pensando em outra coisa. Isto é, nós gastamos menos energia do S2 quando fazemos atividades prazerosas, pois a autorregulação deixa de ser tão necessária.

Portanto, uma dica que podemos dar é tentar se espelhar em uma pessoa que você toma como exemplo, pois dessa maneira terá uma atividade mais reforçadora, afinal, irá cada vez mais estar perto de quem admira. Dê sempre elogios para ti quando conseguir realizar as tarefas que se propôs a fazer, e quando não conseguir, SE ACOLHA, e tente entender porque não conseguiu fazer.

Quando pontuo em “se espelhar”, é de fato tentar entender como é que funciona o entorno dessa pessoa e ver o que o ajuda e o que o atrapalha. Nem tudo você irá saber, mas é importante pensar através dessas lentes justamente para você não ficar cego pensando que foi puramente incompetência sua. Às vezes aquela pessoa que você espelha tem condições mais favoráveis para realizar determinada tarefa, ou então já tem os conhecimentos necessários.

Deixamos bem grande o “se acolha” porque tendemos rapidamente a nos punir quando deixamos de fazer algo que queríamos. Porém a punição só irá aumentar a minha dor, transformando em sofrimento. Afinal, se eu já errei, eu já estou mais longe da pessoa que eu admiro, então porque preciso me punir mais do que isso? Novamente recomendamos, caso não tenha lido ainda, a leitura do post de autocompaixão.

Conclusão

Enfim, espero que tenha entendido que não podemos dar tiro para tudo que é lado, e que precisamos ter paciência com o nosso processo de aprendizagem. Lembre-se, você caiu várias vezes quando criança ao tentar andar de pé, e mesmo assim não desistiu e ficou todo feliz porque conseguiu chegar no seu objetivo. Busque essa motivação sua de criança e seja o seu próprio incentivador!

E, caso queira ajuda para consolidar novos hábitos saudáveis, a terapia pode ser uma ótima ferramenta para isso. É só clicar abaixo e falar com a gente. Até mais!

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Saiba: que tipo de procrastinador é você?

que tipo de procrastinador você é

Saiba: que tipo de procrastinador é você?

Já parou para pensar que existe mais de um tipo de procrastinador? Conheça alguns deles neste artigo.

Devido a pandemia de Covid19, muitos projetos tiveram de ser engavetados. 

Se você já sofria do mal de procrastinar e percebeu que isso tem aumentado, relaxe, você não é o único! 

A procrastinação faz parte do dia-a-dia de muita gente. Entretanto, você sabia que assim como existem diferentes fatores que levam à procrastinação, existem diversos tipos de procrastinadores?

Neste artigo, vou te contar tudo sobre os tipos de procrastinadores e te ajudar a identificar, que tipo de procrastinador é você.

O que é procrastinação?

Procrastinação pode ser definida como atrasar/adiar um projeto, tarefas, ou uma ação com intenção, mesmo que já espere se sentir mal, envergonhado ou culpado do atraso dela. 

Todos nós procrastinamos ocasionalmente, é quase como se “escolhêssemos” ficar mal, já que sabemos da necessidade de finalizar determinadas tarefas.

O ponto é que, muitas vezes nos encaramos como procrastinadores, adotando esse rótulo para si. Essa é uma atitude “injusta” pois, é quase impossível procrastinar em todas as áreas de nossa vida. 

O que acontece, é que em determinadas áreas, termos dificuldade de executar planejamentos ou cumprir com aquilo que tínhamos nos proposto a realizar.

Um exemplo clássico de como a procrastinação afeta a todos é como temos dificuldade de começar uma nova dieta, sempre “deixando para comer certo” na segunda-feira e “pisando na jaca” nos finais de semana.

Qual a causa da sua procrastinação?

O que geralmente não entendemos, é que a procrastinação é um sintoma de algo muito maior. 

A procrastinação não acontece por nada, sempre existe um motivo, e é exatamente por isso que é quase impossível procrastinamos em todas as áreas de nossa vida. 

Uma das áreas costumeiras da procrastinação acaba sendo o trabalho, e podemos identificar possíveis causas que nos fazem procrastinar:

Olhando para essas possibilidades (sendo que existem inúmeras outras), podemos compreender que você não é um procrastinador, mas sim que tem dificuldade de lidar com algo e isso o faz procrastinar. 

Outro ponto que precisamos entender, é que certas coisas que procrastinamos se dão pelo fato de serem desconfortáveis, porém necessárias. 

Aquela visitinha ao dentista a cada 6 meses, 1 ano, poderia ter evitado que uma cárie virasse um canal. Mas ninguém gosta de ir ao dentista, e isso provavelmente faz com que essas consultas de rotina se tornem, provavelmente, uma das coisas mais procrastinadas pelas pessoas.

Esses pequenos desconfortos fazem com que protelemos sempre, já que temos dificuldade em lidar com eles.

Precisamos compreender que isso é normal e que sempre irão aparecer situações desconfortáveis em nossas vidas e precisaremos lidar, antes que piorem, como a cárie no dente.

É comum encontrar pessoas em situações ruins, mas que não tem “coragem”, forças ou condições psicológicas para sair delas. Qualquer movimento, em busca de mudar a situação é “aversivo” para ela. 

Um exemplo comum, é quando a pessoa se mantém em um relacionamento que ruim, pois ela tem um medo tão grande de ficar sozinha que permanece paralisada. 

Esse medo de ficar sozinha, acaba sendo tremendamente desconfortável, gerando aversão a qualquer atitude que possa levar a solidão, e fazendo com que permaneça  nessa relação por um bom tempo, mesmo estando infeliz.

O que geralmente não entendemos, é que sentimentos “ruins” sempre irão existir em nossa vida. 

É compreensível que ninguém goste de sentir-se angustiado, triste, envergonhado, etc… Mas eles fazem parte da vida, e precisamos aprender a lidar com eles. 

É comum procrastinar quando pensamos no amanhã e isso gera ansiedade, dor, desconforto… A maior probabilidade é que iremos criar alguma desculpa e deixar para depois.

“Você não pode parar as ondas do mar, mas pode aprender a surfar”

John Kabat-Zinn

Quais são os tipos de procrastinação?

Existem tantas formas de procrastinar quanto existem motivos, que nos levam a esse comportamento. 

Alguns estilos de procrastinadores mais comuns são: 

  • O procrastinador perfeccionista neurótico
  • O procrastinador sonhador
  • O procrastinador preocupado
  • O procrastinador rebelde
  • O procrastinador dramático
  • O procrastinador ocupado

Esses são alguns tipos de procrastinadores, pode ser que você se encaixe em algum deles ou que contenha um pouco de cada um. 

Daremos algumas ferramentas para que você identifique as causas da sua procrastinação e como lidar, até mesmo vencê-la.

Devo ressaltar que se o hábito procrastinar está afetando significativamente sua vida ou de quem você ama, independente do tipo de procrastinador que você se identifique, procure um psicólogo imediatamente.

O procrastinador perfeccionista neurótico

O procrastinador perfeccionista neurótico tem como principal característica ser aquele que tem dificuldade em concluir e entregar um trabalho trabalho, e é exatamente por isso que ele procrastina. 

Também possuem dificuldade de lidar com prazos, já que fazem e refazem o seu trabalho diversas vezes. Por isso há um tendência de estabelecer prazos longos, pois assim o procrastinador perfeccionista neurótico teria o tempo que necessita para atingir a perfeição que deseja. Sabemos que mesmo assim ele acabará procrastinando.

A mente desse tipo de procrastinador, simplesmente não consegue focar na execução do projeto e passa a  criar todas as possibilidades de sofrimento que podem acontecer, trazendo à tona o desconforto da situação hipotética.

Ao sofrer por antecipação, seu corpo começa a sentir dor, ansiedade, estresse e outros sintomas. 

O procrastinador perfeccionista neurótico costuma ficar à espera  de que a  situação seja “perfeita” para executar a tarefa, pois dessa forma eliminaria a possibilidade de dar errado.

No caso de pessoas perfeccionistas, procrastinadoras ou não, precisamos trabalhar a questão da vulnerabilidade e autocompaixão, para que a mesma consiga se expor/arriscar na conclusão de projetos. 

Mas qual a diferença entre aprimoração e perfeccionismo?

A pessoa que busca se aprimorar não deixa de executar suas ações. Ela entende que não está perfeita, mas sabe que pode ser entregue desta maneira e com o decorrer do tempo irá aprimorá-la, recebendo críticas/feedbacks dos quais irão ajudar a corrigir certos traços.

Podemos usar como exemplo os jogos online, normalmente eles são lançados para testes em Versão Beta (às vezes alfa, só que para um público ainda mais seleto de jogadores), e dessa forma os jogadores testam o jogo e mandam relatórios sobre problemas que encontraram durante a sua experiência. 

Ou seja, grandes empresas desenvolvedoras jogos, procuram entregar de antemão seu produto ainda não totalmente pronto, para receberem críticas e facilitar o aprimoramento.

Mesmo depois de lançado, o jogo, continua a receber constantes atualizações para correção de bugs e outros problemas que aparecem durante a experiência do jogador. 

"Procrastinação é perpetuado por boas intenções combinadas com maus hábitos"

É compreensível que você não quer se machucar, ou decepcionar alguém com o que você precisa entregar, mas o fato de você não fazer ou procrastinar já te machuca! 

"Quem muito controla a vida, pouca vida tem para controlar"

Isso não quer dizer que não precisamos de planejamento, mas sim de entender que nem tudo estará sob o nosso controle, e que está tudo bem.

Outra característica desse estilo de pessoa é que tendem a trabalhar mais sozinhas e acreditam que todos querem sempre competir. 

Por causa desse comportamento neurótico, muitas vezes extremamente competitivo, esse tipo de procrastinador acaba tendo dificuldades em manter amizades, por tentar moldá-las ao que considera que seria melhor e ficar sempre se comparando. 

Com essas comparações, nosso procrastinador neurótico perfeccionista acaba se sentindo inferior com frequência e então evita de se relacionar com os outros para “não se machucar”.

Dessa forma, o perfeccionista acaba vendo as pessoas mais como adversários do que potenciais amigos e sabemos que quem realmente o machuca é ele mesmo. 

Como lidar com a procrastinação perfeccionista neurótica?

Para vencermos a procrastinação perfeccionista neurótica, precisamos aprender a lidar com o desconforto e com a possibilidade do erro. 

Uma das maneiras que irão te fazer lidar melhor com o erro, é parar de se julgar e julgar os outros! Isso mesmo, pessoas que são neuróticas perfeccionistas julgam tudo em sua volta, principalmente a si mesmo.

O problema é que o julgamento sempre desconsidera o contexto do qual a ação aconteceu, ou seja, quem julga faz sem saber o que realmente aconteceu. 

Por isso que práticas de mindfulness auxiliam o tratamento desse tipo de comportamento, pois permitem que você esteja aberto a experiência e então conhecer o que aconteceu e assim passar a conhecer. Muitas vezes erramos sem querer errar, então porque é que vamos nos martirizar?

Outro ponto é a necessidade de deixar de ser meticuloso e deixar as coisas simplesmente fluírem. Isso irá ajudar e muito na procrastinação e alcançará a prosperidade. 

No latim, prosperidade significa “no fluxo”, e quando procrastinamos nós evitamos os pequenos passos que irão nos levar para as metas, já a prosperidade pressupõe que esses pequenos passos são seguidos e guiados por um propósito na mente, que é claro e atingível.

O procrastinador sonhador

O procrastinador sonhador é caracterizado por ser o tipo de pessoa sonhadora, que vive dentro dos seus sonhos, mas que tem uma grande dificuldade de criar hábitos e habilidades para alcançar. 

Eles querem grandes resultados sem muito esforço, até por isso que esse tipo de procrastinador parece sempre estar esperando um milagre acontecer. 

É como se esses procrastinadores acreditassem que são abençoados e que basta ter fé que o seu objetivo irá chegar, agindo de forma passiva perante a vida e por isso acabam evitando lidar com problemas e aceitar responsabilidades.

É comum ver esse tipo de procrastinador trocando de sonhos, pois eles idealizam um novo projeto e acabam abandonando, muitas vezes, antes mesmo de começar. 

Dessa forma o discurso do procrastinador sonhador sempre será belo, mas seus resultados não. 

Geralmente essas pessoas pensam que são seres superiores, de grande intelecto ou talento e que por isso não precisam fazer coisas comuns que pessoas de sucesso fazem, como estudar,  ter uma rotina ou traçar um plano concreto e realista para atingir seus objetivos. 

Nada melhor do que a rotina para rasgar o véu das falsas aparências

Esses procrastinadores também possuem uma propensão a vícios, principalmente jogos de loteria. Afinal, quer oportunidade mais “miraculosa” do que esta? 

Não quero dizer que você não deve jogar, mas convenhamos que isso jamais poderá ser colocado como possibilidade para você estruturar sua vida, isto é, não conte como uma possiblidade, apenas como um “bônus” que possa acontecer.

Também é característico de procrastinadores sonhadores serem devedores, e não porque são desonestos, mas sim por sonhar muito alto e “esquecer” de trabalhar. 

Esses procrastinadores sonhadores possuem a dificuldade de fazer o básico e com constância, e por isso acabam colocando um monte de metas, mas não realizando elas. 

Outro comportamento característico destes procrastinadores é aquela famosa fala “a partir do dia 1 de Janeiro, minha vida será totalmente diferente”. No final sabemos que quase sempre, acontecem as mesmas coisas, pois não houveram esforços ou atitudes relevantes voltadas para que o resultado fosse diferente..

Se você se identificou com esse tipo de procrastinador, calma. O primeiro passo para que as coisas mudem é admitir que você tem esse hábito de procrastinar, e então procurar descobrir os motivos que te fazem agir assim.

"O sucesso não é baseado no quanto que você faz, mas sim no que você faz diariamente"

Como combater a procrastinação sonhadora?

Comece a fazer o simples e pare de pensar um pouco nos grandes sonhos neste momento. O básico é o essencial para poder crescer. 

Você pode sim ter desejos homéricos, mas como o padrão de seu comportamento é não agir exatamente por pensar assim, dê um passo para trás e pense em algo menor. Afinal, conquistas grandiosas não acontecem do dia para noite, porém pequenas vitórias sim, então aprenda a olhar e traçar elas, pois isso te dará mais forças.

Não busque conquistas para se provar que é “algo/alguém”, pois você já é! Não precisa se provar para ninguém, e sim apenas ser feliz com suas conquistas.

Invista a energia que usaria de desvalidando para trabalhar duro e concluir seus projetos. 

Lembre-se, devagar e sempre, igual a história da “Lebre e a tartaruga”. Entenda que sucesso não é o quanto você fez, mas sim o que você está se tornando e o que está sentindo. Somente nós que sabemos de nossas lutas diárias, aprenda a ser seu próprio motivador.

O procrastinador preocupado

O procrastinador preocupado pode ser muito parecido com o perfeccionista, pois gosta de ter certezas das coisas que irão acontecer.

Eles vivem no mundo das infinitas possibilidades do “e se?” E se eu fizer falar para fulano que eu gosto dele e ele me recusar? E se eu tentar fazer uma entrevista e acabar travando na frente de todos? E se eu aplicar para o concurso, dar certo e eu não dar conta depois?… 

A diferença entre o procrastinador preocupado e o neurótico perfeccionista é que eles são mais “medrosos” e passivos. 

Os procrastinadores perfeccionistas acabam sendo extremamente críticos e tendem a serem mais insatisfeitos com a sua realidade, sempre incomodados, diferente do preocupado que fica contente com pouco, já que traz segurança. Ambos precisam aprender a deixar as coisas fluírem.

Os preocupados tendem a ser mais ansiosos do que os outros estilos de procrastinadores, já que vivem com medo. Por isso acabam desperdiçando muito o seu tempo, já que vivem dentro de sua cabeça cogitando as inúmeras possibilidades que podem acontecer. 

Costumam ser pessoas muito inteligentes, entretanto, o procrastinador preocupado costuma não ter inteligência emocional para equilibrar seu lado racional. Exatamente por esta falta de inteligência emocional, é comum ficarem paralisados na hora de tomar uma decisão.

"A vida é muito preciosa quanto se tem pouco a perder".

Como lidar com a procrastinação preocupada?

É comum aos preocupados, terem tensões em sua musculatura, até por isso que altamente recomendável para esse público fazer atividades como Yoga, Tai Chi ou qualquer arte marcial que trabalhe uma disciplina emocional. 

Além disso, é importante que trabalhem sua socialização, os procrastinadores preocupados tem dificuldade de se relacionar pois, tendem a ficar mais isolados pelo medo das relações. 

As aulas de artes marciais acabam sendo ainda mais interessantes, já que promovem a prática em duplas, aumentando a interação social do procrastinador preocupado, além de ensinarem a lidar com a frustração de uma derrota.

Todos já passamos por situações em que depois de enfrentar um grande medo, percebemos que a situação não era tão arriscada ou complicada assim.

Permita-se ser mais vulnerável. O procrastinador preocupado precisa acima de tudo, enfrentar seus medos e viver a vida olhando mais para suas vontades. 

O procrastinador rebelde

O procrastinador rebelde tende a “aceitar” o que lhe foi pedido, porém fazer o que ele bem quiser. 

 

Pelo fato de não recusarem o que lhe foi pedido, isso gera um acúmulo grande e eles acabam não fazendo o acordado, e quando fazem é de maneira ineficiente no meio de seus problemas emocionais. 

Eles possuem uma característica de passivo-agressivo, portanto, eles tendem a criar mais conflitos do que realmente produzir. Essa rebelião acaba sendo contra seu próprio sucesso no final das contas.

Os procrastinadores rebeldes se assemelham aos sonhadores, e os que se doam sempre para os outros esquecendo de si.

Geralmente são talentosos, e para entender bem podemos associar o seu comportamento como a de um atleta que joga muito bem, porém por ser rebelde, não quer treinar. É como se ele quisesse apenas participar das competições e receber o prêmio, negligenciando o essencial para sua vitória, o treinamento.

Os procrastinadores rebeldes tendem a ser grandes iniciadores, mas péssimos finalizadores, tendo dificuldades para conquistar seus objetivos.

 

"O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte."

O procrastinador rebelde tende a ter baixa autoestima, mas a esconde  através de uma autoconfiança que engana os outros e a si mesmo, pois não trabalham com seu lado emocional, gerando um ego inflado. 

Costumam ser mais irritados, criando momentos de explosões de raiva, ódio e depois ressentimento. É como se as emoções desse tipo de procrastinador fossem uma montanha-russa, cheia de altos e baixos.

Podem ser pessoas com forte espirito de liderança, grande vontade de realizar mudanças no mundo… mas devido a suas emoções inflamáveis, o procrastinador rebelde, tende a culpar muito os outros e não assumir as suas responsabilidades e depois de um curto período acaba se revelando um líder ruim e normalmente não costuma realizar seus objetivos.

Como lidar com procrastinação rebelde?

Essa raiva ou emoções fortes que existem dentro do sujeito rebelde procrastinador podem ser devido a traumas ou suas próprias frustrações consigo, as quais procura tanto ignorar. 

Então, o perdão acaba sendo muito bem vindo nessa situação. Entenda que perdoar não é esquecer, mas sim parar de cobrar a dívida do que aconteceu e seguir em frente! Às vezes é isso que te falta.

O procrastinador dramático

Talvez o mais comum de todos… o procrastinador dramático é aquele que procura fazer na última hora, pois acredita que trabalha melhor sob pressão, e inclusive fica orgulhoso disso. 

Ter um prazo final apertado aumenta a adrenalina e faz com que o procrastinador dramático vista uma roupa de super-herói e conclua o que precisa ser feito e “salve o dia”.

O dramático, quando se trata de procrastinação, costuma ser aquele sujeito que só se mexe quando a água bate na bunda (e alguns no pescoço).

Tendem a ser criativos, afinal, conseguem se virar nos 30, porém seu sofrimento acaba sendo grande, muitas vezes. 

A tensão gerada pela procrastinação associada ao prazo apertado, acaba liberando muita adrenalina e cortisol em seu sistema.

Procrastinadores dramáticos tendem a ser dependentes de outras pessoas, já que vivem em seu próprio mundo, tem dificuldade de serem realistas e tendem a ser mais sonhadores. 

Esse dependência está relacionada pela manipulação emocional que os procrastinadores dramáticos fazem ao seu redor, eles precisam de um público. 

Dessa maneira o procrastinador consegue a atenção dos outros quando está no modo de vítima, o que permite postergar seus afazeres. Eles vivem em suas histórias e usando isto como desculpa.

Drama e procrastinação tomam muita energia, mas é o mesmo tipo de energia que requere para produzir.

Como lidar com a procrastinação dramática?

Precisamos ter uma cautela com esse público, o procrastinador dramático não apenas cria inconscientemente seu show, ele realmente sofre com ele.

As dificuldades de lidar com o seu lado emocional, podem gerar ideações suicidas.

Portanto, por mais que seja um drama, escute. Se existe um drama, existe uma necessidade, tente acolher a pessoa, mas incentive-a a sair de sua zona de conforto, buscar ajuda profissional e seguir em frente!

O procrastinador ocupado

O procrastinador ocupado, faz parte do grupo de pessoas que que procrastinam mas que acabam fazendo no fim das contas.

Esse tipo de procrastinador tem dificuldade em dizer não e por isso,  acaba aceitando tudo o que os outros pedem ou sugerem, deixando suas prioridades de lado.  Acabam fazendo muitas coisas, porém produzem pouco do que realmente é necessário.

É comum ver procrastinadores ocupados sofrendo com sua saúde física e emocional. 

Como mencionamos, é quase impossível procrastinar em todas as áreas de nossas vidas, os ocupados frequentemente produzem muito na carreira profissional, mas esquecem por completo as outras áreas da vida.

Normalmente os procrastinadores ocupados são aquelas pessoas que sentem uma necessidade grande de aprovação, tendo dificuldade de dizer não e sentindo-se responsáveis pela dor do outro, muitas vezes isso vem através de um sentimento de culpa.

Essa culpa faz com que esses procrastinadores sintam-se ainda mais sobrecarregados, pois desse maneira não se sentem dignos de descansarem ou tirar umas férias. 

O livro “Mulheres que amam demais” fala um pouco sobre esse excesso de responsabilização, inclusive diz que esse é um dos motivos que mulheres acabam entrando em um relacionamento abusivo. Desse jeito, esse tipo de procrastinador acaba não tendo a sua própria vida, e também já pode-se intuir que são pessoas que não conseguem delegar funções.

Como lidar com a procrastinação ocupada?

Se você se identifica como um procrastinador ocupado, sugiro que procure balancear melhor as áreas de sua vida. Nem todas as áreas realmente são importantes para nós, mas temos que ter em mente que se não cuidar de algumas em específico (relacionamento, lazer, alimentação, exercícios, etc…) a chance é de simplesmente não alcança mais nada do que deseja por algum acometimento de sua saúde física ou emocional.

 

Vencer a procrastinação exige muito mais do que esforço ou vontade. Assim como qualquer problema que afeta nossas vidas, ter a sabedoria de buscar as ferramentas corretas e a humildade de buscar ajuda são a chave para o sucesso.

Se você identificou, que tem um problema com procrastinação ou que alguém querido está passando por esse tipo de dificuldade, procure ajuda.

Você pode se ler também nosso artigo, Como vencer a procrastinação ou me chamar diretamente via e-mail, WhatsApp ou redes sociais.
Não vai deixar para depois hein! 

Obrigado e até a próxima.

Foto da equipe com o psicólogo Leonardo Garcia

Por Leo Garcia

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Terapia Online: O que é? Como Funciona?

terapia online

Terapia Online: O que é? Como Funciona?

Você sabe o que é Terapia Online? Está na dúvida se é a abordagem ideal para você? Neste artigo, vou responder as questões mais frequentes sobre a Terapia Online. 

O número de pessoas buscando por psicoterapia só aumenta, e os motivos são inúmeros.

Pressão social, cobranças familiares, expectativas pessoais, traumas, medos e a constante presença de redes sociais em nossas vidas acabam gerando um estado de angústia constante.

É paralisante, principalmente quando esses problemas se acumulam. Nos sentimos presos e perdidos.

Ao fim de um longo dia, às vezes até mesmo no começo, tudo o que queremos é ficar no nosso cantinho distraindo a mente, sem lembrar dos sentimentos e problemas que enterramos.

Mas a gente sabe que eles estão lá, ansiosos para sair, e ao menor sinal de que algo não está bem, partem para o ataque! Gerando crises, desequilíbrios físicos e emocionais. Sim, esses são nossos traumas.

Embora essa situação seja cada vez mais comum, as barreiras físicas impedem que grande parte das pessoas faça psicoterapia.

Enfrentar o trânsito, o transporte público lotado, encontrar tempo e energia para resolver problemas quando já nos sentimos física e mentalmente esgotados.

Exatamente por isso, a procura por novas formas de atendimento tem aumentado, como a terapia online.

Uma solução mais cômoda e econômica, tanto para o paciente quanto para o profissional, a terapia online oferece acessibilidade, conforto e praticidade.

Neste artigo vou esclarecer todas as suas dúvidas sobre o que é a psicoterapia online e como ela funciona.

O que é psicoterapia?

Psicoterapia é um processo terapêutico com objetivo é restabelecer a saúde mental de indivíduos, casais e grupos de pessoas.

Na medicina, as terapias são referidas como um tipo de cuidado. A fisioterapia, por exemplo, é o cuidado oferecido a uma parte do corpo lesionada. 

A palavra psicoterapia tem origem no grego e é formada pela junção de duas palavras: psykhé significa mente, já therapeia é ato de curar ou restabelecer algo que foi perdido.

Normalmente, o que nos leva à terapia é a perda de nossa autonomia, e é importante frisar que o objetivo do psicoterapeuta é justamente devolver ao paciente sua autonomia perdida.

Desequilíbrios de cunho mental e emocional afetam todo nosso organismo, e é por isso que a psicoterapia é tão importante.

Uma mente em desequilíbrio pode gerar desde problemas sociais, comportamentos ansiosos e autodestrutivos, até sintomas físicos, como alergias severas, sono excessivo, dores no corpo, tremores, taquicardia… 

Você já deve ter ouvido falar de auto sabotagem. A mente doente nos impede de ter um  desenvolvimento saudável, e na vida profissional e/ou afetiva, é comum colocarmos barreiras mentais inconscientes que nos fazem tropeçar ao longo do caminho.

Algumas pesquisas chegam a relacionar o estresse crônico, a ansiedade e a depressão com o desenvolvimento de cânceres. 

O que é psicoterapia?

Psicoterapia é um processo terapêutico com objetivo é restabelecer a saúde mental de indivíduos, casais e grupos de pessoas.

Na medicina, as terapias são referidas como um tipo de cuidado. A fisioterapia, por exemplo, é o cuidado oferecido a uma parte do corpo lesionada. 

A palavra psicoterapia tem origem no grego e é formada pela junção de duas palavras: psykhé significa mente, já therapeia é ato de curar ou restabelecer algo que foi perdido.

Normalmente, o que nos leva à terapia é a perda de nossa autonomia, e é importante frisar que o objetivo do psicoterapeuta é justamente devolver ao paciente sua autonomia perdida.

Desequilíbrios de cunho mental e emocional afetam todo nosso organismo, e é por isso que a psicoterapia é tão importante.

Uma mente em desequilíbrio pode gerar desde problemas sociais, comportamentos ansiosos e autodestrutivos, até sintomas físicos, como alergias severas, sono excessivo, dores no corpo, tremores, taquicardia… 

Você já deve ter ouvido falar de auto sabotagem. A mente doente nos impede de ter um  desenvolvimento saudável, e na vida profissional e/ou afetiva, é comum colocarmos barreiras mentais inconscientes que nos fazem tropeçar ao longo do caminho.

Algumas pesquisas chegam a relacionar o estresse crônico, a ansiedade e a depressão com o desenvolvimento de cânceres. 

Como a terapia funciona?

A um primeiro olhar, a terapia parece algo intangível, exatamente por ser um serviço prestado e não um medicamento ou objeto palpável.

Isso acaba fortalecendo a insegurança de muitos. Mas não é assim tão enigmático quanto parece.

A psicoterapia é um tratamento colaborativo, entre psicólogo e paciente, com diversas linhas de tratamento.

Sua principal ferramenta é a fala, a conversa. Isso reforça para a maioria das pessoas o estereótipo do psicanalista clássico, que ouve seus problemas e rabisca coisas secretas em um bloquinho.

Fazem umas boas décadas que não é bem assim.

O ambiente da terapia deve ser acolhedor, e a postura do psicoterapeuta deve ser objetiva e neutra. Cabe a ele ouvir sem julgamentos, identificar as causas, padrões e comportamentos que vem impedindo o paciente de ter uma vida mais feliz e saudável.

O psicoterapeuta não vai tirar essas conclusões com base em achismos. São aplicados protocolos e testes desenvolvidos por profissionais e acadêmicos que visam fazer essa identificação dos problemas de forma mais objetiva, tirando o máximo proveito de cada sessão.

Varia de acordo com a linha terapêutica de cada psicólogo, mas muitos aplicam os protocolos de forma discreta, para que o paciente não se sinta intimidado ou perca a linha de raciocínio. Isso pode dar a algumas pessoas a sensação de que ele está apenas ouvindo.

Ir ao psicólogo é diferente de ir a uma loja de brinquedos ou ao médico. A felicidade, as respostas para seus problemas, não são coisas que se pode comprar em uma farmácia ou em uma gôndola de supermercado. 

O psicoterapeuta vai ajudar você a compreender sua própria mente. Identificar onde nasceram os traumas, medos, as raízes dos comportamentos e pensamentos nocivos que te levaram a terapia.

Portanto, é primordial ao buscar um psicoterapeuta estar comprometido consigo mesmo e aberto para desenvolver um vínculo terapêutico.

Dentro do processo psicoterápico, dependendo do caso, pode ser que o terapeuta lhe passe tarefas a serem executadas e compromissos durante a semana.

Essas tarefas devem ser levadas a sério, da mesma forma como se levaria uma prescrição de medicamentos feita por um médico. 

Ao ter uma infecção, se não tomar o antibiótico, possivelmente não irá melhorar, aliás a tendência é que o quadro clínico se agrave, concorda?

Ao não levar a sério o tratamento durante a psicoterapia, seu estado de saúde mental permanecerá adoecido. Permanecendo no mesmo estado emocional, sem evolução. 

Mas todos sabemos que é muito, mas muito mais fácil tomar medicamentos e esperar seus efeitos do que respirar fundo e realizar novas tarefas ativamente, incluindo aquelas que nos são desconfortáveis e desconhecidas, e é por isso que psicoterapia não é algo tão simples quanto tomar um remédio.

Fazer terapia exige coragem para olhar para dentro de si, e às vezes ver coisas que não gostamos ou que nos dão medo.

Essas memórias e sentimentos tendem a aflorar nos piores momentos, se forem mantidas onde estão, vão continuar incomodando e impedindo a sua felicidade.

Dentro de uma sessão de terapia, é o melhor lugar para cutucar esses monstros e trazê-los para a luz.  Você não estará sozinho, pelo contrário, está na companhia de uma pessoa realmente treinada e que estudou muito para te ajudar.

Quanto tempo dura a psicoterapia?

Sobre a duração de um tratamento psicológico, é importante destacar que cada pessoa e demanda tem o seu tempo de desenvolvimento.

Nós da equipe Terapia na Web, já adiantamos que a nossa perspectiva de trabalho não prevê um vínculo que dure anos e anos, com sessões semanais.

Porém cada caso é único. Se pensarmos que a nossa mente é como uma casa que habitamos, haverão pessoas que só precisam arrumar a mesa de jantar, outras, precisam arrumar a sala de jantar, e por fim, tem gente que precisa arrumar vários cômodos ou até mesmo toda a casa.

Duração da Psicoterapia

Como funciona a terapia online?

Para fazer terapia online, você precisa de um terapeuta que atenda online. Devido a pandemia de Covid-19, essa prática se tornou muito mais comum e acessível.

Você também vai precisar de uma boa conexão de internet e um dispositivo eletrônico com câmera frontal, pode ser um celular, tablet, notebook e até mesmo um computador desktop com webcam.

As sessões são feitas via videochamadas, podem ser pelo WhatsApp, Google Meet, Skype, ou sites de videoconferências que permitam que duas pessoas conversem sem serem interrompidas ou observadas/ouvidas.

Falando em privacidade, você vai precisar de um local em que você possa fechar a porta e não ser incomodado durante a sessão.  

Se você mora com outras pessoas, é muito importante que elas respeitem o seu momento de terapia, que não fiquem bisbilhotando ou interrompendo.

Mas acima de tudo é importante colocar para si mesmo, que o momento da terapia é de autocuidado, mais que um compromisso com o psicólogo, é um compromisso com você mesmo.

A terapia online é segura?

Sim, fazer terapia online é seguro, contanto que se observe alguns pontos.

Confira as qualificações de seu terapeuta. Você pode consultar o número de sua licença no Cadastro Nacional de Psicólogos, esse número deve estar estampado nos cartões de visitas, mas você pode solicitá-lo a fim de confirmar a veracidade do registro.

É importante confirmar se esse profissional está realmente habilitado a prestar atendimento, como em todas as áreas, podem haver charlatões.

Observe se o local em que está durante a sessão é seguro, certifique-se do isolamento acústico e de que não será interrompido.

Certifique-se que seu smartphonenotebook ou dispositivo eletrônico usado esteja seguro, sem vírus espiões ou programas de monitoramento, muito comuns em máquinas de uso corporativo.

Se sua sessão de terapia for no intervalo do seu trabalho, em sua sala ou escritório, avise aos colegas que não deve ser interrompido e opte por usar seu celular ou seu próprio computador.

Ter seu dispositivo eletrônico hackeado, seria o equivalente a estar em uma sessão de terapia presencial e alguém mal intencionado estar escutando o tempo todo atrás da porta.

Apesar de todas essas recomendações, não deixe que isso te impeça de buscar sua felicidade. 

Se seu receio de que isso aconteça é muito grande, assista esse vídeo do nosso canal e antes de iniciar seu tratamento, consulte um especialista em informática para se certificar que seu computador está limpo.

E fique tranquilo, seu terapeuta não pode revelar informações pessoais suas, salvo em casos em que ele tenha motivos para acreditar que você possa colocar sua vida ou de outras pessoas em risco.

Neste caso, ele irá acionar seu contato de segurança. Esse contato é fornecido pelo próprio paciente ao iniciar o tratamento, podendo ser um familiar ou amigo próximo.

Quais as limitações da terapia online?

A terapia online tem algumas limitações. Não conseguimos atender corretamente pessoas com quadros mais graves, como por exemplo esquizofrenia.

Nesses casos, sugerimos que busque o Centro de Apoio Psicossocial de sua cidade, o CAPS. Lá a pessoa terá o tratamento multidisciplinar necessário, além de grupos de apoio e a assistência para a família.

terapia online infantil também não é possível, já que em alguns momentos precisamos trabalhar com o lúdico (brinquedos) durante a sessão, e ainda não encontramos uma maneira eficaz de fazer isso online.

Outro ponto que dificulta o atendimento infantil, é a possibilidade de não conseguir ter o controle da atenção da criança durante a sessão. 

Por isso, indicamos a terapia online para crianças acima de 13 anos, desde que haja a autorização dos pais.

Dependendo da maturidade da criança é sim possível que se realize online, porém para adolescentes, mesmo que opte pela terapia online, recomendamos que procure um psicólogo de sua cidade.

Se o seu caso é urgente, recomendamos que procure um profissional local. Podem ocorrer emergências e ter um espaço físico para o atendimento pode ser necessário.

Caso você não tenha condições financeiras para pagar pela terapia, existem atendimentos públicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), o famoso postinho, nos CAPS e nas Clínicas Escolas. Toda faculdade que contenha o curso de Psicologia, como bacharelado, terá atendimentos gratuitos pelos alunos estagiários do 5º ano.

Devo fazer terapia online?

Pessoa em dúvida se deve fazer terapia online

Se você está passando por um momento difícil, se sente infeliz, ansioso ou tem algum problema emocional que precisa de atenção, sim!

A Psicologia tem se adaptado e conseguido acompanhar os avanços tecnológicos e as demandas da atualidade.

A vida moderna tem nos deixado mais doentes mentalmente do que nunca, e a terapia online tem sido uma solução eficaz para a maioria das pessoas que nos procuram.

Nossos clientes costumam se surpreender no final da primeira sessão, principalmente aqueles que já haviam feito sessões presenciais com outros profissionais em algum momento. 

Temos vários relatos dos pacientes se sentirem confortáveis e de perceber que não é necessário estar na mesma sala que o profissional para se criar um vínculo terapêutico e ter um bom trabalho psicológico.

Nós psicólogos trabalhamos com o discurso do paciente, escutando sua história e vendo suas reações ao contá-las. A videochamada nos permite acessar essas informações do prontuário com discriçãosem que o paciente se distraia ou perca a linha de raciocínio.

Portanto, se você está em sofrimento e precisa de ajuda, por favor, busque ajuda profissional.

Sabemos que é difícil pedir ajuda . Ainda existe o pensamento de que isso é um sinal de fraqueza, mas acredite, você não faz ideia do quanto é corajoso e admirável se abrir e falar que não está bem.

Terapia na Web é um grupo de psicólogos qualificados para os mais diversos casos, somos especialistas em terapia online e também atendemos presencialmente em Maringá/PR.

Caso tenha se interessado por fazer terapia online conosco, entre em contato. Você pode mandar um e-mail para contato@terapianaweb.com.br ou clicar aqui para falar com a gente diretamente pelo WhatsApp.

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Como vencer a procrastinação

Menina procrastinando na frente do PC

Como vencer a procrastinação

Entenda o que é a procrastinação, seus tipos e o que você pode fazer para vencer!

ano de 2020 foi no mínimo um ano atípico, o que fez com que todos tivessem que se adaptar para continuar vivendo de maneira saudável e sem tanta exposição e risco de contágio.

Porém, nem todos conseguiram se adaptar positivamente, desenvolvendo ou aumentando ainda mais o hábito de procrastinar.

A procrastinação passou a fazer parte do dia-a-dia de muita gente, impulsionada pela ideia de que a pandemia seria algo rápido e passageiro, apenas algumas semanas.

Se você já sofria do mal de procrastinar e percebeu que isso tem aumentado, relaxe, você não é o único!
Acalme-se, iremos te explicar o que é procrastinação, classificar alguns tipos de procrastinação e te ensinar como lidar com ela, ou até mesmo, vencê-la! 

O que é procrastinação?

Procrastinação pode ser definida como atrasar/adiar um projeto, tarefas, ou uma ação com intenção, mesmo que já espere se sentir mal, envergonhado ou culpado do atraso dela. 

Todos nós procrastinamos ocasionalmente, é quase como se “escolhêssemos” ficar mal, já que sabemos da necessidade de finalizar determinadas tarefas.

O ponto é que, muitas vezes nos encaramos como procrastinadores, adotando esse rótulo para si. Essa é uma atitude “injusta” pois, é quase impossível procrastinar em todas as áreas de nossa vida. 

O que acontece, é que em determinadas áreas, termos dificuldade de executar planejamentos ou cumprir com aquilo que tínhamos nos proposto a realizar.

Um exemplo clássico de como a procrastinação afeta a todos é como temos dificuldade de começar uma nova dieta, sempre “deixando para comer certo” na segunda-feira e “pisando na jaca” nos finais de semana.

Qual a causa da sua procrastinação?

O que geralmente não entendemos, é que a procrastinação é um sintoma de algo muito maior. 

A procrastinação não acontece por nada, sempre existe um motivo, e é exatamente por isso que é quase impossível procrastinamos em todas as áreas de nossa vida. 

Uma das áreas costumeiras da procrastinação acaba sendo o trabalho, e podemos identificar possíveis causas que nos fazem procrastinar:

Olhando para essas possibilidades (sendo que existem inúmeras outras), podemos compreender que você não é um procrastinador, mas sim que tem dificuldade de lidar com algo e isso o faz procrastinar. 

Outro ponto que precisamos entender, é que certas coisas que procrastinamos se dão pelo fato de serem desconfortáveis, porém necessárias. 

Aquela visitinha ao dentista a cada 6 meses, 1 ano, poderia ter evitado que uma cárie virasse um canal. Mas ninguém gosta de ir ao dentista, e isso provavelmente faz com que essas consultas de rotina se tornem, provavelmente, uma das coisas mais procrastinadas pelas pessoas.

Esses pequenos desconfortos fazem com que protelemos sempre, já que temos dificuldade em lidar com eles.

Precisamos compreender que isso é normal e que sempre irão aparecer situações desconfortáveis em nossas vidas e precisaremos lidar, antes que piorem, como a cárie no dente.

É comum encontrar pessoas em situações ruins, mas que não tem “coragem”, forças ou condições psicológicas para sair delas. Qualquer movimento, em busca de mudar a situação é “aversivo” para ela. 

Um exemplo comum, é quando a pessoa se mantém em um relacionamento que ruim, pois ela tem um medo tão grande de ficar sozinha que permanece paralisada. 

Esse medo de ficar sozinha, acaba sendo tremendamente desconfortável, gerando aversão a qualquer atitude que possa levar a solidão, e fazendo com que permaneça  nessa relação por um bom tempo, mesmo estando infeliz.

O que geralmente não entendemos, é que sentimentos “ruins” sempre irão existir em nossa vida. 

É compreensível que ninguém goste de sentir-se angustiado, triste, envergonhado, etc… Mas eles fazem parte da vida, e precisamos aprender a lidar com eles. 

É comum procrastinar quando pensamos no amanhã e isso gera ansiedade, dor, desconforto… A maior probabilidade é que iremos criar alguma desculpa e deixar para depois.

“Você não pode parar as ondas do mar, mas pode aprender a surfar”

John Kabat-Zinn

Quais são os tipos de procrastinação?

Existem tantas formas de procrastinar quanto existem motivos, que nos levam a esse comportamento. 

Alguns estilos de procrastinadores mais comuns são: 

  • O procrastinador perfeccionista neurótico
  • O procrastinador sonhador
  • O procrastinador preocupado
  • O procrastinador rebelde
  • O procrastinador dramático
  • O procrastinador ocupado

Esses são alguns tipos de procrastinadores, pode ser que você se encaixe em algum deles ou que contenha um pouco de cada um. 

Devo ressaltar que se o hábito procrastinar está afetando significativamente sua vida ou de quem você ama, independente do tipo de procrastinador que você se identifique, procure um psicólogo imediatamente.

Fiz um artigo detalhando os tipos de procrastinadores e você pode dar uma olhada nele, caso queira saber mais a respeito e em qual tipo se encaixa mais.

Saiba: que tipo de procrastinador é você?

Como vencer a procrastinação

1 - Tenha metas

Trace metas realistas e tenha propósitos/objetivos que são maiores do que os problemas que te causam a procrastinação:

É importantíssimo saber onde queremos chegar, para termos uma ideia de que tipo de sentimento esperamos ao conquistar o nossos objetivos. 

É muito comum, em programas de emagrecimento pedirem para que você  coloque uma foto sua de quando estava com o peso que gostava, ou então ter sempre a vista uma roupa sua que gostaria de vestir. Assim seu objetivo permanece claro e a emoção da conquista almejada também.

Porém, temos sempre que tomar cuidado com o excesso de cobrança. Se você ver que usar esse tipo de recurso visual, de ter sempre a vista seu objetivo, te faz ficar mais chateado/triste com a sua posição atual, seria interessante não usar de início e trabalhar primeiro a autocompaixão.

É necessário com que você aceite seu estado atual para que possa mudar e alcançar seu desejo, porém se a autocrítica ficar muito grande, gerando sentimentos de: ansiedade, desespero, insatisfação, desgosto, vergonha… Sentimentos que não irão te ajudar de maneira saudável, mude a abordagem e busque ajuda profissional antes que esses sentimentos acabem desencadeando novamente comportamentos de procrastinação.

2 - Estabeleça rotinas

Vencer a procrastinação envolve disciplina. Não adiante querer ter uma rotina digna de um quartel do dia para a noite, comece com coisas simples, mas que tenham constância. 

Você pode começar por algo que tem vontade mas sempre deixa para depois, com arrumar a cama todo dia de manhã e ao cumprir sua meta, orgulhe-se.

Depois, comece a se programar para ir dormir em um determinado horário e acordar em outro, e, novamente, fique feliz por isso!

Aos poucos, começará a enxergar as armadilhas que inconscientemente cria para si e as desculpas que a mente cria.

Pensamentos de que “isso é muito pequeno”, “não tem importância” ou “todo mundo faz isso” provavelmente em algum momento irão acomete-lo. Lembre-se que até pouco tempo você não conseguia, essa é uma vitória sua e nada pode tirar seu mérito, se é pequeno para os outros, não importa, é uma prioridade sua, orgulhe-se.

A ideia é  inserir pouco a pouco rotinas saudáveis dentro da sua vida, mas lembre-se, pode ser que para inserir algo, outra coisa precisará ser negada. Então, dependendo do caso é bom começar a eliminar certos comportamentos antes de acrescentar novos. 

Um exemplo seria: dificuldade de dormir no mesmo horário sempre por que mexe no celular antes de dormir, então ao tomar banho, já coloque o despertador e assim que for sair do banheiro já vá direto para cama dormir.

3 - Planejamento

Assim como falamos na rotina, comece planejando poucas coisas durante o seu dia. É muito comum, quando queremos começar a ser mais produtivos, encaixar várias e várias coisas para fazermos durante o dia.

O problema é que por já não termos o hábito de planejar, acabamos colocando mais afazeres do que conseguimos de fazer, não é uma questão do que somos capazes, mas do que estamos acostumados. 

Tome cuidado com as expectativas, se você tem em sua mente que será mais produtivo, fala que irá “ganhar o mundo” e logo de cara começa o dia sem terminar tudo o que você se propôs (por ter colocado muitos afazeres), ferrou! Provavelmente acabará frustrado e duvidando de si.

Portanto, vá com calma! Encare isso como se fosse um treino de academia. Não adianta querer puxar 45kgs de cada lado no supino no primeiro dia ou então treinar todo dia o mesmo ritmo logo de início. Você vai se machucar e assim é em qualquer novo de hábito. 

Seja saudável e respeite o seu corpo e seus limites! Lembre-se, busque o equilíbrio.

4- Entenda o que é produtividade

Produtividade não está obrigatoriamente está atrelada a uma questão financeira. 

Procure pensar na produtividade nas coisas que realmente te fazem bem e te preenchem. 

Você pode utilizar da Matriz/Tabela de Eiseinhower para organizar seu tempo e suas prioridades. Por mais que esteja escrito no quarto quadrante “Elimine”, procure apenas diminuir, pois é bom termos um ócio programado.

Matriz de Eisenhower

5- Arrume seu ambiente de trabalho

Estar em um ambiente limpo e organizado é algo simples, mas essencial.

É praticamente impossível para seu cérebro se sentir tranquilo, relaxado, seguro, em um ambiente caótico.

Aqui a ideia de ser minimalista é bem vinda! Isto dará menos distrações para interagir, além de ter um ambiente menos poluído. 

6 - Conheça as motivações de seus objetivos

Observe-se e conheça os motivos que te fazem buscar seus objetivos, veja se coincidem com seus valores, se são desejos intrínsecos seus ou apenas algo que te disseram que você precisava. 

Por que você quer perder peso? Por que quer trocar de carreira? Por que quer aquele carro? Por que essa viagem para a praia se você nem gosta de praia?… Às vezes o que queremos é muito mais imposto pela sociedade o que realmente um desejo genuíno nosso. 

Após ter refletido sobre isso, veja se você está disposto a pagar o preço! Nem sempre, queremos realmente pagar o preço para atingir um objetivo e se for esse seu caso, reveja suas metas. 

7 - Procure ajuda

Vencer a procrastinação exige muito mais do que esforço ou vontade. Assim como qualquer problema que afeta nossas vidas, ter a sabedoria de buscar as ferramentas corretas e a humildade de buscar ajuda são a chave para o sucesso.

Se você identificou, que tem um problema com procrastinação ou que alguém querido está passando por esse tipo de dificuldade, procure ajuda.

Você pode saber mais sobre terapia online, procrastinação, ansiedade e saúde mental aqui no nosso blog, ou me chamar diretamente via e-mail, WhatsApp ou redes sociais.
Não vai deixar para depois hein! 

Obrigado e até a próxima.

Foto da equipe com o psicólogo Leonardo Garcia

Por Leo Garcia

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Por que nos sentimos sós?

Homem sentado sozinho em um banco

Por que nos sentimos tão só?

Entenda como a vulnerabilidade e a compaixão pode ajudar a nos sentirmos mais pertencentes a algo e menos sozinhos.

Nós estamos em um mundo tão conectado, onde basta apenas tirar o celular do bolso para conversar com alguém, porém ainda assim tendemos a nos sentir extremamente sozinhos… E por que isso? Precisamos rever a forma com que nos relacionamos, pois isso está destruindo o que temos de mais precioso na humanidade. Uma vez a Jout Jout lançou um desafio, de postarmos uma foto de um momento ruim que tivemos, e é sobre isso que quero falar para explicar este sentimento de solidão.

Acredito que a maioria de nós já entendeu que a nossa apresentação nas redes sociais é apenas uma máscara, pois ninguém tende a compartilhar algo vergonhoso, falho, ou até mesmo “imperfeito”. Porém, mesmo tendo a consciência disso, ainda caímos no pensamento “caramba, que vida boa que essa pessoa tem”; “puts, só eu mesmo que não consigo ser feliz”, ou ainda “meu, sou um inútil, não consigo alcançar nada”. São pensamentos muito comuns e que nos machucam demais. Além disso, apenas nos torna “menos” humano. Mas, como assim menos humano?

Essa interação nas redes sociais nos faz esquecer que os outros também passam por dificuldades, ou choram, fracassam, etc… E porque lembrar disso é importante? Isso nos aproxima da vulnerabilidade, que é condição de ser um ser-humano!! Essa ideia é essencial para que possamos nos conectar com os outros, pois a partir do momento em que eu me coloco como vulnerável (largo minhas armaduras), eu realmente me abro para que o outro entre em minha vida. Assim, criamos uma verdadeira conexão com quem desejamos nos aproximar.

Agora fica evidente o por que e como as redes sociais nos deixam tão desconectados um do outro? Lá eu passo a entender que o mundo quer perfeição, e que eu só posso mostrar isso, porém NINGUÉM é assim, isso não existe. Acreditando nessa ilusão eu acabo erguendo uma parede de insegurança que me impede de mostrar quem realmente eu sou, já que posso ser julgado pelo outro, afinal, é tão comum fazermos isso que se torna esperado que também seremos alvo de críticas. Além disso, eu temo o julgamento do outro porque eu mesmo condeno aspectos “imperfeitos” meus, olhando para mim com criticidade e severidade.

Precisamos começar aceitar essa vulnerabilidade presente em todos os seres e tirar esse “véu” da perfeição que tanto cultuamos. Precisamos também olhar para as nossas imperfeições, com compaixão, ou seja, querendo o nosso bem e fazendo o bem para melhorarmos esses pontos, e não sendo cruéis conosco mesmo. A partir do momento em que eu começo a aceitar mais quem eu sou, eu realmente possibilito a real mudança, pois assim eu me permito olhar para aquilo que me incomoda, me permitindo mudar.

Enfim...

Resumindo, precisamos nos libertar dessa idealização do perfeccionismo, entender que nem você e o outro são assim, para que então as “máscaras” caiam e nos relacionemos de forma verdadeira. Lógico, em alguns momentos podemos ser feridos por algum julgamento, mas se estivermos bem trabalhados com quem nós somos, nosso psiquismo, o julgamento do outro não irá nos machucar. E, uma reflexão, comece a pensar mais no que somos e não no que temos, assim poderemos nos desenvolver mais abertamente, sem pensar tanto nos resultados.

Caso precise de ajuda, atendemos online! Dê uma conferida sobre a Psicoterapia Online e veja se te ajudaria, pois estamos a sua disposição.

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Por Leo Garcia

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Coronavírus x Ansiedade

Mulher ansiosa e infeliz

Coronavírus ou Ansiedade?

Saiba mais sobre a similaridade existem entre elas.

A Covid-19 (Coronavírus) tem deixado várias pessoas em estado de alerta, até por uma questão de precaução sobre o cuidado de higiene que precisa ter para não se contaminar. Porém esse mesmo estado pode aumentar os sintomas causados pela ansiedade, que podem ser facilmente confundidos com alguns dos sintomas da COVID-19.

Os sintomas similares são:
• Falta de ar
• Cansaço
• Dores de cabeça
• Diarreia

Ou seja, podemos assimilar com os casos das pessoas que tem ataque de pânico por pensar que irão morrer, mas na realidade é apenas uma crise de ansiedade que tem sintomas similares, como por exemplo, a um infarto. Tome cuidado para não confundir, procure tomar chás (Camomila, Melissa, Erva de São João, Mulungu…), praticar meditação, hipnose, etc… mantendo um nível de alerta saudável em relação a pandemia. Ou seja, mantendo os cuidados de saúde, mas sem aumentar os níveis de ansiedade/estresse em relação ao que está acontecendo.

Se precisar de ajuda também, além dessas dicas que apresentamos, atendemos online por videochamada. Só entrar em contato por inbox no nosso Instagram ou acessar o nosso site para solicitar atendimento. Estamos a postos para tirar suas dúvidas e poder te ajudar nesse momento de dificuldade.

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Por Leo Garcia

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Liberdade na Terapia – responsabilização

A pessoa libertando-se das algemas de seu passado

Liberdade na Terapia – responsabilização

Como transformar a culpa em uma processo de responsabilização para então poder ter mais controle em nossas vidas

Este texto chegou até mim inesperadamente, e quando o li percebi quão bem amarrado as suas ideias eram, exprimindo sucintamente como seria um processo de terapia. Em suma, essa obra de autor desconhecido traz para o leitor a ideia de que ao nos responsabilizarmos por certos atos em nossas vidas, traremos a liberdade para conosco. Por mais doloroso que seja assumir que temos parcela de culpa em eventos trágicos (mas que pode ser suavizada com a prática de autocompaixão), isso nos permite tomar escolhas sobre o que fazer com o evento. 

Pois, deixamos o prelúdio e passamos para o texto! Uma boa leitura a todos.

Liberdade

Quando você está verdadeiramente vivo, vive o sentimento do momento.

Se estiver desperto para a vida, experimenta a dor e o prazer exatamente como são. Mas se sente continuamente sobrecarregado, provavelmente não é porque a realidade não é tão intolerável, mas porque cada mágoa do presente traz alguma dúvida anterior à mente. 

Sente-se desanimado em enfrentar as antigas fraquezas novamente e perplexo por não ter amadurecido realmente. Assim o preconceito contra si mesmo e a atitude de dúvida transformam um simples medo em pânico. 

O presente sempre contém alguma expressão do passado. Embora isto sugira que ninguém é completamente livre, a maior verdade é que se está preso apenas às partes do passado pelas quais não se quer assumir responsabilidade. 

Somente assumindo responsabilidade pelo que aconteceu, pode-se tornar pessoa livre. Não se deve assumir a culpa pelo destino, mas apenas pela reação ao mesmo. Talvez não se pudesse evitar a realidade, porém a maneira de lidar com ela foi opção própria. 

No grande esquema de coisas, é improvável que uma única escolha pudesse ter sido tão importante. Embora as pessoas frequentemente revejam o passado, dizendo: “Se pelo menos eu fizesse isso” ou “Se aquilo acontecesse, as coisas teriam sido diferentes”, raramente, ou nunca isto é verdade. Algumas vezes se exagera a importância de um único ato, especialmente quando se tenta culpar outra pessoa ou uma determinada circunstância pelo fracasso. Quando superestima a importância de uma única escolha, sugere-se que não há lugar para erro e que toda ação traz consigo um resultado predestinado. Levada ao extremo, esta visão radical nega a possibilidade de perdão e amadurecimento, de tentar novamente e ter bom resultado. Ela inibe, deixando-se com medo de correr qualquer risco mesmo que se ache que vai ajudar. 

Nenhuma escolha individual é importante por si mesma. Poder-se-ia ter direcionado a vida de uma centena de maneiras diferentes, mas em essência teria sido exatamente o mesmo. E, no entanto, para aprender as lições ainda precisa assumir a responsabilidade. Tudo se resume no seguinte: para crescer, tem-se que abrir mão das desculpas por falhar.  

Por outro lado, a maneira de escolher é muito importante. Na verdade, pode-se atrair negativismo apenas pela atitude que tornar. O medo atrai o medo, a raiva cria um mundo raivoso e a culpa destrutiva cria a própria prisão. 

Encaremos isso desta maneira: se admitirmos com sinceridade que fomos pelo menos em parte culpados pelo que deu errado, podemos controlar a vida muito melhor agora, neste instante. Existe tanta esperança em nossa vida quanto à culpa construtiva que pudermos aceitar. 

Você se encontra no centro de seu mundo. A maneira de ver a si mesmo é a
única e difícil de transmitir a outros. Sua vida é em grande parte irrelevante para outras pessoas. Elas se preocupam mais consigo e suas necessidades distorcem a percepção que têm de você. Se você deixou-se agir porque não quis ofender os outros, apenas traiu a si mesmo. 

O verdadeiro problema não é o que os outros lhe fizeram, mas como você reagiu a isso. É verdade que eles podem ser culpados por tê-lo magoado da primeira vez, mas a partir dai era sua responsabilidade assumir ou sair do caminho deles.

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Autocompaixão – aprenda a ser gentil consigo!

Mulher negra se abraçando e cuidando de si

Autocompaixão – aprenda a ser gentil consigo!

Sinta-se livre da sua própria pressão e aprenda que viver é correr riscos! Desenvolva autocompaixão para permitir se arriscar mais!

Este texto surge pelo convite feito da Semana de Matemática realizada pela Universidade Estadual de Maringá. Para tal, o presente texto irá abordar principalmente a temática sobre autocompaixão, passando por dois assuntos anteriores que acabam se relacionando com essa temática, que seriam o Efeito de Dunning-Kruger e a Síndrome do Impostor. O objetivo é mostrar como a autocompaixão pode nos auxiliar a lidar com essas duas problemáticas, além de nos ajudar a lidar com os erros que sempre perpassam em nossas vidas.

O título da palestra foi “Saúde Mental: Lidando com frustrações“. Ou seja, veremos como a autocompaixão é fundamental para lidarmos com essas frustrações diárias que acontecem na vida de cada um.

Frustrações e erros, que casamento chato!

Frustração nada mais é do que a minha realidade não condizer com o que eu desejava. Nisso, me deparo com pensamentos do tipo “onde é que eu errei?”. Surgem então sentimentos de culpa, da qual em si não é algo ruim, pois nos orienta para pensarmos a respeito de nossas ações.

A problemática está em como lidamos com esses erros, pois pelo que vemos no dia-a-dia, quase ninguém sabe lidar com eles de uma forma branda/saudável. Afinal, será que o erro que gera sofrimento ou é a forma com a qual lidamos com o erro que nos destrói?

Para isso, vamos dividir em dois momentos, onde o primeiro seria “maneiras erradas de errar”, da qual falaremos do Efeito de Dunning-Kruger e a Síndrome do Impostor. No segundo momento, iremos focar nas “maneiras certas de errar”, entrando com a autocompaixão e usando muito da Kristin Neff para elucidar o assunto. Então bora lá!

"MANEIRAS ERRADAS DE ERRAR"

TENDO MEDO DE ERRAR

"Quem muito controla a vida, pouca vida tem para controlar"

Estés, C. Mulheres que correm com os lobos Tweet

Ou seja, muitas vezes desejamos tanto não errar que tentamos controlar todas as possibilidades do fracasso, porém isso nos deixa em uma bolha, impedindo de poder arriscar na vida. Precisa-se entender que o fracasso está para todos, pois já dizia o ditado “Para morrer, basta estar vivo”. Traça-se esse paralelo da morte com o erro, já que quando eu me frusto existe a possibilidade de perder o chão e se sentir no fim da linha.

TRANSFORMANDO O PROBLEMA EM UM MONSTRO E TENTANDO ESCONDER

É gostoso olhar para algo feio? Não! E por isso que fica difícil olhar para os nossos problemas, porque eles já são difíceis em si, porém cria-se uma imagem tão negativa que fica quase impossível observá-lo. Dessa maneira eu não consigo analisar o meu erro, ou seja, deixo de aprender com a situação, o que torna mais propenso a errar novamente.

Além disso, como o torno horrendo, procuro esconder de todos. Então, além de eu já ter que lidar com a angústia que a situação me causa, tenho que lidar com uma segunda angústia, que é a de esconder a qualquer custo o ocorrido.

NÃO ACEITANDO E SE ISOLANDO

Uma das consequências de ficar com extrema vergonha do erro é a pessoa se isolar, pois acredita-se que “elimina” a possibilidade de alguém descobrir. Porém isso impede de pedir ajuda para outra pessoa, o que pode nos colocar em um loop de pensamentos negativos e punitivos. Portanto, eu acabo sofrendo ainda mais pelas críticas duras que jogo para mim, enrijecendo ainda mais a minha vida e deixando-a mais pesada.

ALGUMAS CONSEQUÊNCIAS

São várias as possibilidades/consequências negativas que esse comportamento autocrítico severo pode gerar com a pessoa, porém iremos ater apenas a duas: Efeito Dunning-Kruger e a Síndrome do Impostor.

Apenas um parênteses, para se ter noção, esse tipo de comportamento é tão grave que a pessoa pode chegar ao suicídio, afinal, por ser tão dura consigo a paz deixa de existir internamente. Então é como se tivesse um guerra interna acontecendo a todo momento na pessoa, para qualquer lugar ela vai.

EFEITO DUNNING-KRUGER

“Pessoas com déficits substanciais em seus conhecimentos ou experiência não são capazes de reconhecer esses déficits. Apesar de potencialmente cometer erros após erros, eles tendem a pensar que estão indo bem. Em resumo, aqueles que são incompetentes, por falta de um termo melhor, devem ter pouco conhecimento sobre sua incompetência – uma afirmação que passou a ser conhecida como efeito Dunning-Kruger” (DUNNING, D. 2011).

 Ou seja, podemos pensar em vários movimentos da sociedade que estão ocorrendo e que as pessoas acreditam que estão sendo “messias” da nova era, com por exemplo os Terraplanistas. Essas pessoas tem tanto a dificuldade de avaliar se as informações dela são válidas quanto também de julgar se o que o outro fala é coerente ou não. Isso deve ao fato de que é a mesma função psicológica utilizada.
 

Essas pessoas costumam:

  • Falhar em reconhecer sua própria falta de habilidade;
  • Falhar em reconhecer as habilidades genuínas em outras pessoas;
  • Falhar em reconhecer a extensão de sua própria incompetência;
  • Falhar em reconhecer e admitir sua própria falta de habilidade, depois que forem treinados para aquela habilidade.
 Ou seja, podemos pensar em pessoas que são arrogantes.

São pessoas que possuem uma “autoestima elevada não-saudável”. Como assim? Sabe aquela pessoa que mal pode ouvir uma crítica direcionada para ela que já “ataca”. Elas são “fragilizadas”, pois caso os defeitos apareçam ela se sente a “pior pessoa do mundo”. Então por isso que coloque a autoestima elevada em aspas, pois ela só tem uma boa autoestima se está tudo bem. 

Mas Kruger e Dunning também falam de um efeito contrário, que seria quando o sujeito tem um bom intelecto. Nesse caso acaba julgando que se a tarefa é fácil para ela, para outros também serão. Outro ponto é quando já sabem que a atividade será difícil, tenderão a avaliar-se negativamente e considerar que o outro sairá muito bem. Então chegamos na Síndrome do Impostor.

SÍNDROME DO IMPOSTOR

A Síndrome do Impostor impede do sujeito instalar em si a crença de uma boa autoeficácia. Ou seja, o sujeito tem enorme dificuldade em reconhecer seus feitos, o que impede de validar o seu “valor”. Dessa forma impossibilita dele poder “acreditar em si mesmo”, pois não acredita ser capaz de realizar as coisas.

“Para Clance (1985), a síndrome do impostor é um sentimento intenso de inautenticidade intelectual, cujo termo pode ser entendido como o sentimento que a pessoa tem acerca de si de que é incompetente e de que engana as pessoas que a cercam”.

Características comportoamentais de pessoas com a Síndrome do Impostor:

  • Facilidade em lembrar de feedbacks negativos e dificuldade de aceitar os positivos;
  • Negam qualquer evidência de suas habilidades, rejeitando as afirmativas positivas sobre seu sucesso;
  • Generalizam excessivamente as implicações de eventual mau desempenho;

Assim fica claro como esses comportamentos corroboram para que o sujeito não desenvolva uma boa crença de autoeficácia. Por conseguinte, essas pessoas tendem a ter:

  • Maiores níveis de ansiedade;
  • Medo de avaliação e fracasso;
  • Sentimento de culpa;
  • Crenças distorcidas sobre sua própria inteligência;
  • Superestimar os outros e subestimar a si mesmo;

A tendência do comportamento a ser executado por essas pessoas é terem um Excesso de Preparo e/ou Procastinação. São comportamentos antagônicos, mas ambos se devem ao fato da pessoa não acreditar que irá dar certo a sua tarefa a ser executada. Na primeira, ela se prepara excessivamente para tentar controlar todas as variáveis. Na segunda, ela evita lidar com o problema ao máximo, pois sabe o quão angustiante para ela que é pensar na possibilidade de fracassar. Então o sujeito “evita tocar para não sofrer”, porém o sofrimento apenas aumenta, levando-o ao desespero e por conseguinte executando a tarefa.

Ou seja, “temendo um possível fracasso futuro, os impostores não aceitam, tampouco apreciam seu sucesso, e desenvolvem para si avaliações pessoais negativas”. E, além disso o sujeito tende a usar de self-handicapping, que seria uma estratégia cognitiva pela qual as pessoas evitam o esforço na esperança de impedir que um fracasso potencial prejudique a auto-estima.

COMO LIDAR COM TUDO ISSO?
MANEIRAS "CERTAS DE ERRAR"

Iremos falar sobre a autocompaixão agora, termo bem trabalhado pela autora Kristin Neff. Para tal, precisamos falar sobre os três pilares da autocompaixão:

  • Autocarinho – ser bondoso conosco mesmo;
  • Humanidade compartilhada – entender que todos nós somos vulneráveis e fadados ao erro;
  • Estar presente/consciente dos nossos erros – Mindfulness

Ser carinhoso conosco mesmo

Precisamos parar com a autocrítica e a autodepreciação que constantemente temos como “normal”. É  comum pensarmos que se não formos duro conosco mesmo nós não chegaremos a lugar algum, porém chega uma hora que esses “ataques” que fazemos para nós nos imobiliza.

É só imaginar você correndo uma maratona, e desde o início você pode ter dois tipos de técnico: o que fica apenas de criticando, falando que é ruim, que não serve para isso e que jamais conseguirá; e o outro que irá te incentivar, falar palavras de apoio, aconselhar para diminuir o ritmo, tomar água, etc…

É mais provável que com o segundo treinador te ajude a terminar a maratona, pois ele está atento as suas necessidades. Porém, quase sempre usamos o primeiro em nossas vidas, e isso machuca o nosso psiquismo. Então, precisamos tratar “ativamente” (já que o comportamento automático tende a ser o crítico) com carinho, assim como trataríamos um amigo querido (quantas vezes não perdoamos um amigo nosso? Porém, quando o assunto é nos perdoar…).

Por mais que pareça difícil mudar o padrão, acredite, todo ser-humano possui essa capacidade. Devido ao fato de sermos mamíferos, temos em nossa história filogenética o aspecto de cuidado, tanto é que a mulher quando está grávida libera maiores níveis de ocitocina em seu corpo. Isso permite desenvolver maior afeto para a criança que está para nascer.

Para se ter noção, Bowlby criou a Teoria do Apego, da qual aponta a extrema importância que é dar esse carinho para as crianças desde pequena. Ou seja, sempre estar de braços abertos para ela, mesmo quando fizer/acontecer algo ruim. Isso não quer dizer que não haverá correções para o sujeito, mas sim que o fato de ter errado não desvalida o ser-humano que é, e por isso é merecedora de carinho. 

Essas crianças que nasceram nesses lares, segundo Bowlby, desenvolveram formas de se relacionar muito seguras, o que permitia terem uma consciência acolhedora para consigo caso o mundo lá fora desse errado. Portanto, são pessoas que passaram a se arriscar mais, e por conseguinte, desenvolver-se mais, afinal “quem não arrisca, não petisca”.

AUTOCOMPAIXÃO

Liberação de ocitocina, causando:

  • Aumento de calma, conectividade, segurança, generosidade, confiança;
  • Redução de ansiedade e medo;
  • Combate o cortisol e a pressão alta causado pelo estresse.

AUTOCRÍTICO

Liberação de cortisol e adrenalina, causando:

  • Ativação da Amígdala (Fight – Freeze – Fly) – antes usado para combates, agora ativado por ataques emocionais;
  • Excesso de cortisol desgasta neurotransmissores envolvidos na habilidade de experienciar prazer;

EXERCÍCIOS PARA O AUTOCUIDADO

A nossa pele é um órgão extremamente sensível, e por incrível que pareça podemos provocar liberação de ocitocina em nosso corpo pelo simples fato de nos darmos carinho. Portanto, experimente se abraçar, fazer um carinho no rosto, braços, coração, etc… Onde você se sentir confortável. Outra possibilidade, quando estiver em sofrimento emocional, seria de trazer sua atenção nas sensações físicas e dar carinho (fisicamente mesmo) para essas partes.

Além da prática física, existem 4 perguntas a serem feitas, retiradas do livro Comunicação Não-Violenta de Marshall Rosenberg:

  • O que eu estou observando?
  • O que eu estou sentindo?
  • O que estou precisando nesse momento?
  • Tenho um pedido de mim mesmo ou de outra pessoa?

HUMANIDADE COMPARTILHADA

Compaixão significa “sofrer com” – essa emoção permite reconhecer a experiência humana como algo imperfeito. Ou seja, ao olhar para um morador de rua eu passo a entender que estaria no mesmo lugar que ele se estivesse vivido as mesmas coisas, e que não teria como ser diferente naquele momento. Assim, possibilito entrar em contato com o “ser-humano” e compreendo a fragilidade que existe em nós.

Então aquela frase “se eu fosse você eu teria feito diferente” é pura mentira! Faria as mesmas coisas, pois não existia outra possibilidade a ser enxergada naquele momento.

Para exemplificar melhor a ideia de que somos sempre propensos ao erro, trago o Mito de Aquiles, o semi-Deus grego. Foi justamente na sua única parte humana que o levou a morte, ou seja, ao fracasso. Então fica claro que se até um semi-Deus pode “escorregar”, quem dirá nós, reles mortais?

Sabendo-se disso, fica evidente que não estamos sempre no controle, então porque nos punirmos tanto quando “escorregamos”? Permita acolher as suas dores e pare de se julgar! Saiba que “errar é humano” e faz parte de nossas vidas. Compreendendo que o erro faz parte da humanidade fica mais fácil de aceitar os nossos, pois assim não nos sentimos diferentes e isolados.

MINDFULNESS

Mindfulness refere-se a ser claro na visão e sem julgamento, aceitando o que está acontecendo no presente momento. Ou seja, eu permito entrar em contato com a minha dor, sem resistir a ela. E isso é ÓTIMO! Pois sofrimento seria a dor multiplicada pela resistência que eu a tenho de encará-la.

É pelo fato de estarmos presentes que possibilita  tratar minhas feridas. Gosto de dar um exemplo simples de que existem três tipos de pessoas:

  • A Primeira que sai correndo, cai, bate o joelho no chão e logo levanta, ai lá na frente o joelho “estoura”;
  • A Segunda que sai correndo, cai, bate o joelho no chão e fica lá chorando;
  • A Terceira que sai correndo, cai, bate o joelho no chão, para, levanta, olha para o joelho, trata ele, volta a andar e depois volta a correr;

Ou seja, eu só consigo parar para me cuidar se estiver presente, pois permito perceber a minha dor. Dessa maneira posso continuar “andando” e observando o que é que meu corpo/psiquismo precisa. Porém, muitas vezes é difícil de olhar para as dores, até porque ela é um sinal de perigo. Quando olhamos, pode ser que no primeiro momento eu tenha um aumento significativo da dor, já que tomo consciência, mas é apenas assim que eu permito entregar as necessidades que meu “eu” precisa para poder tratar.

Além disso, eu estar mindfulness seria estar “consciente da minha consciência”. Isto é, conseguir perceber o meu estado emocional, o que ajuda e muito a entender o porquê que estou pensando de “Xs” maneiras em um determinado momento. Então caso perceba que está estressado no determinado momento, pode-se elencar que os pensamentos estão distorcidos, o que ajuda a responder ao invés de reagir nas situações. Dessa forma evita criar a “tempestade em um copo d´água”

Após todo o texto fica claro que não podemos controlar o que sentimos, mas pelo fato de estar presente no momento pode-se controlar a maneira que iremos responder ao evento. Então se o outro me magoa eu não preciso atacá-lo, posso simplesmente afastar da situação (ou exercer qualquer outro tipo de comportamento que não seja reativo).

Por fim, estar presente permite distinguir o que podemos mudar e o que não. Dessa forma eu paro de sofrer com o que não pode ser mudado, pois permito aceitar a situação (“aceita que dói menos”), ficando somente a dor.

EXERCÍCIO

Exemplo de Mindfunless

Experimente realizar uma “meditação informal”, ou seja, escolha uma prática do seu cotidiano e a faça consciente. Como por exemplo: escovar os dentes, almoçar, ir ao trabalho, caminhar, etc… A ideia é estar presente na atividade e não ficar pensando nas coisas que precisa ser feito.

Exercícios e dicas finais

Logo abaixo temos um áudio de autocompaixão, que seria uma meditação guiada. Ao fazer ela, procure utilizar fones de ouvido e realizar em um lugar calmo onde possa relaxar.

Para quem ficou curioso sobre a Síndrome do Impostor, existe um teste online que ajuda a medir o quão você se sente um impostor:

http://impostortest.nickol.as/

Em relação a Kristin Neff, sugiro o livro dela de Autocompaixão, e para quem tem curiosidade para saber o quão carinhoso você é consigo mesmo, também existe uma escala de medição:

https://self-compassion.org/wp-content/uploads/2015/02/ShortSCS.pdf

Por fim, caso queiram ver os slides utilizados na apresentação, segue o link do Drive:

https://drive.google.com/open?id=1WX4OyZAtOKyqJKCWo6_IfVWCQDnsRFi5

Agradeço a atenção para quem chegou até aqui!  Caso sinta a necessidade de fazer um acompanhamento psicológico, fazemos Terapia Online e também atendemos presencialmente em Maringá.

IMAGENS DO EVENTO

Foto da equipe com o psicólogo Leonardo Garcia

Por Leo Garcia

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Namorando e sentindo atração por outra pessoa. E AGORA?!

Namorando e desejando outro, e agora

Namorando e sentindo atração por outra pessoa. E AGORA?!

Saiba se é normal ter desejo por outro mesmo namorando

Há vários sentimentos em jogo quando estamos em um relacionamento, e é muito comum oscilar entre emoções positivas e negativas (e está tudo bem desde que seja um relacionamento saudável – não tóxico ou abusivo). Outro ponto em comum é surgir desejo/interesse em pessoas fora do relacionamento, porém muitos se sentem mal com isso. Para tal, fizemos um vídeo explicando um pouco da nossa visão e de nossa vida pessoal.

Espero que tenhamos deixado claro que, pelo fato de sermos seres biopsicossociais, é algo extremamente natural e não precisamos nos sentir um monstra/culpados por isso. O que importa é pensar no que fazer a partir disso.

Caso precise de ajuda, é só solicitar nosso atendimento! Até mais.

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Por Leo Garcia

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A Psicologia e Hipnose no Poker

Cartas de Poker

A Psicologia e Hipnose no Poker

Melhore suas habilidades com a nossa ajuda!

  Em outras postagens falamos sobre Hipnose e Psicologia do Esporte, demonstrando áreas das quais obtém bons resultados. Hoje iremos referenciá-las com o jogo do Poker (pôquer), modalidade  que conquistou  grande espaço na vida dos brasileiros, devido a uma mistura de “sorte” com estatísticas pesadas e estratégias.

   A sorte em questão é citada apenas porque realmente em algumas situações ela surge, porém o jogador não pode sempre contar isso, pois haveria interferência em sua estratégia e perda de desempenho. Como muito bem posto pelo André Akkari, jogador profissional, é importante buscar a opção mais lucrativa, porém nossos pensamentos nem sempre permitem que isso aconteça, e porquê? 

    Em sua postagem, fica evidente como um torneio envolve demasiadas pressões. Um exemplo é ao tomar uma decisão que parece ser correta no momento e em seguida ao virar as cartas se mostra como errada. Esse momento que distingue os bons dos maus jogadores, pois a mente pode se desorganizar devido a frustração, e o erro fica “martelando” na cabeça, atrapalhando o raciocínio.

    A Hipnose, como citada por ele, auxilia exatamente nesse processo, permitindo e facilitando o surgimento do estado de fluxo (flow state) na pessoa. Nesse estado, podemos considerar que a alta performance é executada, pois o jogador está concentrada no momento e nas variáveis que podem acontecer, alcançando uma maior capacidade avaliativa sobre a situação e, por conseguinte, uma tomada de decisão com maior qualidade.

   Dessa maneira, fica claro quando André Akkari diz que Poker (pôquer) é uma atividade altamente estratégica e que por isso justifica o uso da hipnose como técnica potencializadora de performance. Outro “feito” da Hipnose e Psicologia Esportiva seria o  Treino de Habilidades Psicológicas. Dentro desta existem várias possibilidades a serem trabalhadas, e a hipnose consegue aprimorar alguma delas.

Poker Face

   Uma das habilidades mais visadas pelos jogadores de Poker é a possibilidade de controlar as suas microexpressões, e quando não há esse controle vemos a utilização de acessórios: bonés, óculos escuros, etc… Realmente, os acessórios oferecem uma ajuda bem vinda, porém não conseguem esconder todas as formas de expressão que denunciam os estados emocionais, como uma mordida no canto da boca, um riso escondido ou um leve levantar de sobrancelhas, por exemplo.

      Caso queira treinar essas habilidades conosco, atendemos online! Confira nossas mídias sociais para conhecer nosso trabalho e veja nosso  texto falando sobre Terapia Online.

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Por Leo Garcia

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